É o que aponta a nova edição do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF).
Embora o ambiente fiscal tenha sido favorável, os municípios da região não conseguiram converter a situação em mais investimentos públicos.
Com base em dados declarados pelas prefeituras, o IFGF analisa as contas de 5.129 municípios brasileiros e é composto pelos indicadores de Autonomia, Gastos com Pessoal, Investimentos e Liquidez.
Após a análise de cada um deles, a situação das cidades é considerada crítica, em dificuldade, boa ou de excelência.
Nova Friburgo teve IFGF de 0,599, com excelência em Liquidez, boa avaliação em autonomia, em dificuldade nos gastos com pessoal e situação crítica em investimentos.
Na região Serrana foram avaliadas as contas de 13 municípios, que juntos alcançaram IFGF médio de 0,57 ponto, resultado próximo ao observado na média fluminense.
A análise dos indicadores mostra que a região apresenta bons resultados em Autonomia e alta Liquidez.
O desempenho em Gastos com Pessoal mostra que boa parte tem baixo comprometimento do orçamento com despesas obrigatórias.
Cordeiro se destacou com nota máxima em Liquidez e baixo comprometimento do orçamento com despesas obrigatórias.
Já Petrópolis, Teresópolis e Cantagalo se destacam pela nota máxima em Autonomia.
Nesses municípios, há alta capacidade de gerar receita local para suprir as despesas essenciais ao funcionamento.
São Sebastião do Alto e Trajano de Moraes tiveram desempenho mais crítico.
Nos dois casos, além da falta de priorização de investimentos públicos, a vulnerabilidade das contas também está refletida no alto comprometimento da receita com despesas de salários e aposentadorias do funcionalismo público.




