O secretário estadual de Infraestrutura e Obras Públicas, Pablo Villarim Gonçalves, anunciou que conseguiu destravar R$ 110 milhões bloqueados da Cide, conhecida como o imposto dos combustíveis.
Gonçalves esteve no Ministério dos Transportes e alinhavou um acordo para liberar o dinheiro, que será aplicado nas estradas estaduais que estão há quatro anos sem contratos regulares de manutenção.
Segundo ele, o motivo da retenção foi o gasto de R$ 15 milhões, feito em 2022 pelo estado sem justificativa.
Das 112 estradas estaduais, apenas duas estão concedidas à iniciativa privada: a Itaboraí-Friburgo (RJ-116, com trecho sob a responsabilidade do governo) e a Via Lagos (RJ-124).
Segundo o DER, quando assumiu, em 8 de junho, a presidente Gabryela Reis Dantas retomou os serviços em caráter emergencial, usando acordos que estavam suspensos, nas RJs 102 (Niterói-Búzios), 125 (Japeri-Miguel Pereira), 130 (Teresópolis-Friburgo) e 155 (Barra Mansa-Angra dos Reis).
Também voltou a ser feita a pavimentação na RJ-099 e na Estrada dos Ceramistas (RJ-238), em Campos.
Também começaram intervenções na RJ-162 (Serramar).
Gonçalves espera que seja concluído, até o fim deste mês, o processo burocrático de transferência de R$ 22 milhões (R$ 15 milhões corrigidos) para a conta da Cide, a fim de que os R$ 110 milhões retidos sejam desbloqueados.
A expectativa do DER é realizar licitação para cinco blocos e contratar, até o fim do ano, empresas que ficarão responsáveis pela manutenção das estradas.
O dinheiro da Cide, no entanto, pode ser usado em reparos urgentes.




