Servidores da unidade pediram a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para discutir a possibilidade de uma greve.
Abaixo-assinado, com 166 assinaturas de trabalhadores do hospital, foi encaminhado ao sindicato da categoria.
O movimento ainda não significa que a paralisação esteja marcada. O documento solicita a assembleia para discutir e votar o indicativo de greve.
Entre as principais reivindicações estão o retorno da escala de 24 horas de trabalho por 120 horas de descanso, o pagamento de valores referentes a passagens e mudanças no ponto eletrônico.
Desde 2025, a Secretaria de Saúde adotou a jornada de 12 horas de trabalho por 60 de descanso para profissionais da saúde, com exceção dos médicos.
Os servidores alegam que a mudança aumentou os deslocamentos para trabalhadores que moram em outras cidades e dificultou a conciliação com outros vínculos profissionais.
Outra reclamação envolve o auxílio-transporte.
Os servidores questionam pagamentos de passagens e descontos realizados em contracheques, além de reivindicarem tratamento igualitário entre os profissionais.
O ponto eletrônico também é alvo de questionamentos.
Como o pedido encaminhado ao sindicato prevê a assembleia, ainda não há data definida para uma eventual paralisação.
Caso a greve seja aprovada, por se tratar de serviço de saúde, devem ser observadas as regras aplicáveis às atividades essenciais, com manutenção dos atendimentos necessários à população.
A Procuradoria-Geral do Município informou que mantém diálogo com o sindicato da categoria e intermediação do Ministério Público do Trabalho.
Segundo a Prefeitura, o órgão atua como mediador da controvérsia e a última audiência foi realizada no dia 21 de setembro.
Conforme o município, a mediação busca garantir o cumprimento adequado da escala e do ponto eletrônico, medidas que devem ser observadas em razão de um TAC firmado com os Ministérios Público Estadual, Federal e do Trabalho.




