A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram, nesta terça-feira, a Operação Mare Liberum — mar livre, que mirou um esquema bilionário de facilitação de contrabando e descaminho de mercadorias no Porto do Rio de Janeiro.
Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e repartições públicas como alfândegas do Porto do Rio e do Galeão, além da Superintendência da Receita Federal no Rio de Janeiro, Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória, no Espírito Santo.
A ação – que contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Federal, e da Corregedoria da Receita Federal – desbaratou uma associação entre servidores públicos da Receita lotados na alfândega do Porto, empresas importadoras e despachantes aduaneiros, para a facilitação de contrabando e sonegação fiscal, com a liberação de contêineres de produtos sem a devida fiscalização, mediante o pagamento de propina.
Dezessete auditores fiscais e oito analistas tributários foram afastados do cargo, por determinação judicial.
Eles são alvos ainda de medidas de bloqueio de bens e restrições a atividades profissionais.
Há ainda nove despachantes aduaneiros e empresários envolvidos.
Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros.
A fraude envolve a movimentação de R$ 86 bilhões em mercadorias, com prejuízo aos cofres públicos de R$ 500 milhões.
Foto: Divulgação Polícia Federal




