O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro leva a júri popular, nesta terça, 16, e quarta-feira, 17, no Fórum Juiz Rivaldo Pereira Santos, na Avenida Euterpe Friburguense, o tabelião Ricardo Jucá Vasconcelos, acusado de matar a esposa grávida e os sogros dentro da casa da família, no Cônego, em 13 de agosto de 2021.
Segundo a denúncia do MPRJ, a vítima Nahaty Gomes, 33 anos, e a mãe, de 67, morreram após serem baleadas.
O pai, de 75 anos, ficou internado por semanas, mas não resistiu aos ferimentos. A criança não sobreviveu.
Ao ser preso, Ricardo alegou ter sofrido um “surto”.
O MP, porém, defende que ele era plenamente capaz de compreender seus atos.
Um laudo psiquiátrico produzido durante a custódia concluiu que o réu não apresentava transtorno mental e estava apto a exercer os atos da vida civil.
Essa será uma das teses sustentadas pelo Ministério Público perante os jurados.
O julgamento ocorre após mudanças no andamento do processo.
O julgamento chegou a ser iniciado em 9 de dezembro do ano passado, mas foi interrompido no segundo dia, logo após o início do depoimento do réu.
Na ocasião, ele destituiu o defensor público, alegando divergência quanto à estratégia de defesa.
A audiência, que durou mais de 16 horas, terminou com a anulação do julgamento.
O Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) dissolveu o conselho de sentença e anunciou a remarcação do julgamento.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi premeditado e ocorreu em contexto de violência doméstica.
O Ministério Público sustenta ainda que o réu agiu com frieza extrema.
Ricardo responde por feminicídio, homicídio qualificado, aborto provocado por terceiro, outras qualificadoras, como motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas.




