A Justiça do Rio de Janeiro confirmou o julgamento de Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos, tabelião acusado de matar a esposa grávida e os sogros em 13 de agosto de 2021, no bairro Cônego, em Nova Friburgo.
A 8ª Câmara Criminal manteve a sentença da 1ª Vara Criminal e rejeitou a tese de surto psicótico.
Ricardo atirou contra a esposa, Nahaty Gomes de Mello, grávida de seis meses, e contra os sogros, Rosemary Gomes de Mello (67 anos) e Wellington Braga Mello (75).
Nahaty e a sogra morreram imediatamente. O sogro ainda ficou internado por 19 dias antes de morte.
A defesa alegava que Ricardo teria sofrido um surto psicótico por intoxicação medicamentosa.
No entanto, laudos psiquiátricos do Hospital Penal Psiquiátrico Roberto Medeiros afirmaram que ele estava em condições mentais de cometer os atos.
O juiz da 1ª Vara Criminal rejeitou o incidente de insanidade por ausência de provas e indeferiu a defesa.
O magistrado determinou a pronúncia do réu com base em laudos periciais e depoimentos que indicavam consciência e planejamento do crime.
Os magistrados rejeitaram a tese de surto, mantiveram os homicídios qualificados e a acusação por aborto provocado, e confirmaram que o caso será julgado pelo Tribunal do Júri — ainda sem data definida.
O processo retornou à 1ª Vara Criminal de Nova Friburgo, e o Tribunal prepara a sessão plenária do Júri, que contará com sete jurados.
Eles avaliam provas, testemunhos e depoimentos para decidir sobre a condenação ou absolvição.




