Um homem apontado pela polícia como um dos maiores ladrões de banco do país foi preso, no sábado (15), em Cachoeiras de Macacu.
Segundo as investigações, o homem, que não teve o nome divulgado, escondia-se sob falsa identidade.
A prisão foi feita por policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos do estado do Rio, em conjunto com a Polícia Civil de Santa Catarina.
O investigado possui uma extensa ficha criminal com passagens por 17 estados e já foi preso em flagrante no Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
De acordo com as investigações, ele utilizava documentos falsificados para escapar da polícia e continuar praticando crimes. Em um dos casos mais emblemáticos, ele se passou por um jornalista do Paraná, causando um verdadeiro pesadelo à vítima real, que passou dois anos tentando provar a inocência.
As investigações apontam também que o homem estava foragido desde fevereiro de 2024, quando participou de um roubo a uma agência bancária, no município de Joinville, no estado de Santa Catarina.
Na ocasião, seis criminosos invadiram o local e, em menos de 10 minutos, levaram quase meio milhão de reais. Cinco criminosos foram presos pelo crime, restando apenas o suspeito capturado neste sábado.
A polícia cita que, após o crime, o homem se refugiou no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio, e permaneceu no local por meses, contando com a proteção de criminosos locais.
No entanto, recentemente, agentes da especializada identificaram a localização dele em Cachoeiras de Macacu.
De acordo com os policiais, o criminoso planejava participar de um evento religioso na tentativa de despistar as investigações.
Agora, com a prisão, os agentes realizam diligências para apurar a possível participação do investigado nos recentes ataques a caixas eletrônicos no estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, os criminosos utilizaram explosivos para violar terminais bancários e subtrair altas quantias.
A polícia informou que a ação teve como objetivo desmantelar organizações criminosas e capturar foragidos que representam grande ameaça à segurança pública. As investigações continuam para identificar possíveis envolvidos e conexões do criminoso pelo país.