A proposta que eleva a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais deu mais um passo na Câmara dos Deputados.
O relator do projeto, Arthur Lira, apresentou parecer, mas um pedido de vista coletivo adiou a votação para esta semana.
O texto é de autoria do governo federal e faz parte das promessas de campanha do presidente Lula.
Atualmente, estão livres do Imposto os contribuintes com renda de até R$ 3.036, o equivalente a dois salários mínimos.
Com a mudança, a isenção passa a valer para quem ganha até R$ 5 mil por mês, ou R$ 60 mil ao ano.
Além disso, Lira ampliou a faixa de desconto parcial, que originalmente ia até R$ 7 mil.
Agora, quem recebe até R$ 7.350 também será beneficiado.
Segundo ele, a alteração vai alcançar cerca de 500 mil contribuintes.
O impacto fiscal da nova faixa de isenção está estimado em R$ 25,8 bilhões em 2026.
Para cobrir essa renúncia, o parecer mantém a taxação progressiva sobre grandes fortunas, com alíquotas que chegam a 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão ao ano.
A cobrança começa a partir de R$ 600 mil anuais. A arrecadação prevista com a nova taxação é de R$ 34 bilhões.
Segundo Lira, o excedente de quase R$ 10 bilhões será redirecionado para ampliar o benefício à classe média.




